
A Prefeitura de João intensifica o chamamento para estratégia de resgate vacinal contra o HPV voltada para adolescentes e jovens de 15 a 19 anos que ainda não receberam a vacina. A campanha para este público segue até o dia 30 de junho e tem como objetivo ampliar a proteção desse público contra doenças associadas ao vírus.
A ação atende à recomendação do Ministério da Saúde (MS) e busca aumentar a cobertura vacinal entre pessoas que não foram imunizadas na faixa etária indicada. Segura e eficaz, a vacina contra o HPV é uma das principais formas de prevenção de diversos tipos de câncer relacionados ao vírus, como os de colo do útero, vulva, pênis, ânus, boca, garganta e orofaringe.
Em João Pessoa, a vacina está disponível em todas as salas de vacinação das Unidades de Saúde da Família (USFs), nas Policlínicas Municipais, no Centro Municipal de Imunização e também nos cinco pontos móveis de vacinação implantados pela Prefeitura, que funcionam diariamente até as 21h, ampliando o acesso da população aos serviços de imunização.
Desde 2024, o Brasil adotou o esquema de dose única da vacina contra o HPV, substituindo o modelo anterior de duas doses. A mudança simplificou o acesso à imunização e fortaleceu as estratégias para ampliar a proteção da população.
A vacinação contra o HPV integra o Calendário Nacional de Vacinação para crianças e adolescentes de 9 a 14 anos. No entanto, a estratégia de resgate busca alcançar especificamente adolescentes e jovens de 15 a 19 anos que perderam a oportunidade de se vacinar na idade recomendada.
“O HPV é um dos vírus mais comuns no mundo e está associado ao desenvolvimento de diversos tipos de câncer. Nos diversos serviços de saúde orientamos que a vacina é segura, eficaz e fundamental para reduzir a circulação do vírus e prevenir complicações mais graves no futuro”, esclarece Fernando Virgolino, chefe da Seção de Imunização da Prefeitura de João Pessoa.
De acordo com o coordenador, a estratégia de resgate vacinal teve início em 2024 e foi ampliada para alcançar um número ainda maior de adolescentes e jovens não imunizados. “Nos diversos serviços de saúde temos intensificado a busca ativa com parcerias e ações nas escolas, com apoio das Referências de Imunização, dos Agentes Comunitários de Saúde e dos educadores, para identificar e orientar pessoas que integram esse grupo e ainda não receberam a vacina”, explicou.
Outros grupos também podem receber a vacina – Além das crianças, adolescentes e jovens, a vacinação contra o HPV também é ofertada para grupos prioritários específicos, com idades entre 9 e 45 anos. Estão incluídas pessoas com papilomatose respiratória recorrente, usuários da PrEP (profilaxia pré-exposição ao HIV), pessoas vivendo com HIV, transplantados, pacientes oncológicos, vítimas de violência sexual e pessoas imunossuprimidas.
Recentemente, o Ministério da Saúde também ampliou o público contemplado, incluindo mulheres diagnosticadas com lesões intraepiteliais cervicais de alto grau (NIC 2, NIC 3 e adenocarcinoma in situ – AIS) que tenham sido submetidas a procedimento excisional do colo do útero, como LEEP ou conização.
Documentação necessária – Para receber a vacina contra o HPV na rede municipal de saúde, nos casos específicos contemplados pelos grupos prioritários, é necessário apresentar documento de identificação (RG ou CPF), cartão do SUS e caderneta de vacinação. Além disso, a pessoa deve levar uma prescrição médica indicando a imunização e um documento que comprove o diagnóstico, como laudo de biópsia ou relatório médico que confirme a presença de lesões intraepiteliais cervicais de alto grau (NIC 2, NIC 3 ou adenocarcinoma in situ – AIS). A documentação é necessária para que a equipe de saúde possa verificar o enquadramento nos critérios estabelecidos para vacinação.




