Dia Mundial da Arquitetura: João Pessoa tem a 5ª maior valorização imobiliária entre as capitais e vê arquitetura se transformar

Com valorização de 9,42% nos últimos 12 meses, capital vive transformação impulsionada por novos empreendimentos em bairros como Altiplano, Aeroclube, Manaíra e Cabo Branco
Hoje é o Dia Mundial da Arquitetura e João Pessoa vive um dos momentos de maior transformação arquitetônica de sua história recente. Impulsionada pela forte valorização do mercado imobiliário, a capital paraibana vem incorporando edifícios com novas soluções estéticas e fachadas mais contemporâneas.
Os números ajudam a explicar esse movimento. Dados do Índice FipeZAP divulgados nesta terça-feira (1º) mostram que João Pessoa registrou valorização imobiliária de 9,42% nos últimos 12 meses, o quinto maior crescimento entre as capitais brasileiras. Nos bairros onde essa expansão é mais intensa, a mudança também pode ser percebida na arquitetura.
Nos últimos doze meses, alguns dos bairros que concentram os novos empreendimentos da cidade também lideraram a valorização dos imóveis. O Aeroclube registrou alta de 19,8%, seguido pelo Altiplano Cabo Branco (16,8%), Manaíra (13%), Brisamar (12,3%), Jardim Oceania (12%), Cabo Branco (11,1%) e Bessa (6,6%).
Além de refletir o aquecimento do mercado, esse movimento acompanha uma mudança na forma de projetar edifícios, incorporando novos materiais, soluções construtivas mais eficientes, maior integração com o entorno urbano e ambientes voltados às novas formas de morar, trabalhar e conviver. É isso o que afirma Carlos Feitosa, sócio da Eco Construtora.
“A arquitetura de João Pessoa passou por uma transformação muito significativa na última década. Os projetos eram mais voltados para o aproveitamento interno dos apartamentos, e hoje existe uma preocupação muito maior com a relação do edifício com a cidade, com a integração com o paisagismo, conforto ambiental e sustentabilidade”, pontua Feitosa.
Para ele, o crescimento do mercado imobiliário acelerou essa evolução e elevou o nível dos empreendimentos. “Hoje, temos o desafio de trazer soluções construtivas, materiais e conceitos que acompanham o que há de mais atual na arquitetura brasileira, mas sem perder as características que fazem sentido para o nosso clima e para o estilo de vida de João Pessoa”.
Os nomes que têm transformado João Pessoa
Para profissionais que acompanham essa evolução, a arquitetura da cidade passou por uma transformação que vai além da estética. Os projetos passaram a priorizar experiências, funcionalidade e qualidade de vida, acompanhando mudanças no perfil dos moradores e nas demandas do mercado imobiliário.
Entre os nomes que têm produzido essa transição está o das arquitetas Lízia Paiva e Andrea Cruz, responsáveis por 14 projetos desenvolvidos ao longo de quase duas décadas apenas na Eco Construtora. Entre eles estão empreendimentos conhecidos como Eco Medical, Eco Business, Eco Oceania, Eco Medical Sul, Eco Lanai, Eco Parahyba e a própria sede da empresa.
Segundo as arquitetas, uma das características mais marcantes da Eco é a busca permanente por inovação. “Existe uma preocupação constante em unir estética, tecnologia, conforto e praticidade, sempre pensando na melhor experiência para o usuário. Isso acontece de forma integrada entre todas as disciplinas envolvidas e resulta em projetos completos e diferenciados”, afirma Lízia Paiva.
A incorporação de novos conceitos também aparece nos empreendimentos mais recentes. No Altiplano, um dos bairros que mais se valorizaram no último ano, o Eco Opus aposta em uma arquitetura mais integrada ao entorno e orientada pelo bem-estar dos moradores. “Um projeto não pode ser apenas limitado à sua forma. Ele precisa traduzir a vida de quem vai ocupar esse espaço”, afirma a arquiteta Leila Azzouz.
Embora tenham assinaturas distintas, os projetos apontam características comuns: funcionalidade, atenção ao usuário e atualização constante das soluções arquitetônicas. As arquitetas Patrícia Lago e Bruna Lago, do Estúdio Lago, mantêm parceria com a empresa há mais de dez anos e acompanharam diferentes momentos dessa evolução.
“Existe um olhar para as necessidades e o estilo de vida das pessoas. São empreendimentos não apenas bonitos, mas bem resolvidos e pensados para o dia a dia. É um cuidado com o detalhe e com o que realmente faz sentido”, acrescenta Bruna Lago.
A relação entre arquitetura e cidade também aparece nos conceitos defendidos por Sandra Moura, autora do Eco Aeropark. “Projetos urbanos bem planejados contribuem para valorizar o entorno, estimular o uso qualificado dos espaços e fortalecer a relação entre cidade, natureza e mobilidade”, defende ela.
Outro nome destacado nesse mercado é do arquiteto Paulo Macedo, responsável pelo Eco Jardins e pelo Eco Natureza, em Bananeiras. Para ela, a cidade passa por um momento de renovação da linguagem arquitetônica. “Esses projetos buscam atualizar conceitos de plantas, fachadas e soluções estéticas. Isso me chamou atenção desde o início e ajudou a construir uma parceria muito produtiva na Eco Construtora”, afirma Macedo.




