Causa animal: Fabíola Rezende defende institucionalização do Setembro Caramelo na Paraíba

A protetora Fabíola Rezende, ativista da causa animal na Paraíba, defende a institucionalização do chamado Setembro Caramelo pelo governo da Paraíba e pelas administrações municipais das 223 cidades do estado. Este mês especial seria um incentivador para o implemento de políticas públicas voltadas à causa animal, além de servir para conscientizar sobre a proteção animal, combater o abandono e promover a adoção responsável de cães e gatos, especialmente os sem raça definida.
“Alguns estados e municípios pelo país têm adotado o Setembro Caramelo registrando bons resultados. E o vira-lata caramelo é um símbolo cultural e da vida dos brasileiros”, destaca Fabíola Rezende, apontando o estado do Paraná, onde esse mês especial foi instituído pela Lei 21.705/2023. “É o caminho para se desenvolver ações de conscientização, incentivo e promoção do tema, como reuniões, palestras, cursos, oficinas, seminários, distribuição de maternal informativo, entre outras, sempre priorizando a conscientização da população sobre a importância da adoção responsável de animais domésticos”, afirma Fabíola.
O Setembro Caramelo surgiu inspirado no movimento do Setembro Amarelo para conscientizar sobre a proteção animal, combater o abandono e incentivar a adoção responsável de cães e gatos, especialmente os sem raça definida. O mês adotou o formato de conscientização temática já consolidado na saúde humana, adaptando-o para a causa animal. A cor caramelo foi escolhida em homenagem ao clássico vira-lata caramelo, considerado um ícone da cultura popular brasileira e o símbolo máximo da resiliência e do afeto dos pets de rua.
Nos últimos anos, a iniciativa tem ganhado força com leis estaduais e municipais e campanhas de ongs e associações (até clubes de futebol, como o Coritiba, do Paraná), que utilizam a visibilidade do mês para promover feiras de adoção e debates sobre a posse responsável. “Temos que dar importância e valorizar o caramelo, que é considerado o cachorro mais brasileiro de todos, mas, infelizmente, é um dos menos adotados, junto com os cães e gatos pretos”.
Fabíola lembra que hoje, infelizmente, ainda se vê nas feiras de adoção muitas pessoas que levam um animal para casa e, pouco tempo depois, devolvem. Isso acontece porque falta a compreensão de que o animal precisa de adaptação, de alguns dias para se acostumar ao novo lar. “Muitos desses animais já passaram por situações de maus-tratos e precisam de um tempo maior de acolhimento e paciência”, alerta a protetora.
Estimativas da Organização Mundial da Saúde (OMS) mostram que o Brasil possui cerca de 30 milhões de animais em situação de abandono, ou quase três animais para cada 20 pessoas em todo o país. Já o estudo Índice de Abandono Animal, realizado pela empresa global Mars Petcare em parceria com especialistas internacionais, mostra que cerca de 35% dos cães e gatos em todo o mundo vivem nas ruas ou em abrigos à espera de adoção. No Brasil, o índice chega a 25%.
Dados da Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação (Abinpet) apontam que o Brasil possui a terceira maior população pet do mundo, com mais de 160 milhões de animais de estimação, algo em torno de 1,6 animal por residência.
Em sua luta contra o abandono e aos maus tratos aos animais, Fabíola Rezende é fundadora e ex-presidente da ong Ajude Anjos de Rua, criada em novembro de 2015, atuando prioritariamente na Região Metropolitana de João Pessoa, mas com ações pontuais em diversos outros municípios do interior da Paraíba.




