
O deputado federal Mersinho Lucena reafirmou, nesta quinta-feira (11), que seu voto no Projeto de Lei da dosimetria segue a mesma postura que mantém desde o início do debate na Câmara dos Deputados. Segundo ele, não houve mudança de posição nem cálculo político.
“Preservo minha coerência. Minha posição é a mesma desde o começo”, afirmou.
Mersinho destacou que o PL não deve suavizar punições para os responsáveis por atos criminosos, mas reforçou que é necessário separar condutas distintas dentro dos episódios de 8 de janeiro.
“No entanto, casos menos graves, de cidadãos que apenas participaram das manifestações devem ter penas compatíveis com seus atos”, ponderou.
O parlamentar disse que seu entendimento acompanha manifestação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, que defendeu a importância da dosimetria das penas, princípio que determina que as sanções devem ser proporcionais à gravidade de cada conduta.
“É preciso conduzir o debate com equilíbrio e responsabilidade”, acrescentou.
No campo político da Paraíba, Mersinho garantiu que seu voto não afeta o alinhamento com o projeto liderado pelo prefeito Cícero Lucena, pré-candidato ao governo em diálogo com o PT.
“Isso não muda nada. Nossa linha é a mesma. O melhor para a Paraíba é o melhor para o Brasil”, disse.
Ele também rebateu críticas vindas de adversários que se ausentaram da votação e que, segundo ele, carregam contradições históricas.
“No debate local, alguns que se ausentaram votaram pelo impeachment de Dilma e fugiram das suas convicções pessoais. A história está aí”, afirmou.
E completou com uma crítica direta ao que classifica como incoerência política.
“Se meu voto sobre a dosimetria causa distanciamento, então quem foi ministro do governo Dilma e votou a favor do impeachment deveria causar um distanciamento incomensurável”.




